O Sucesso do Espeleo 2008
Thiago Lima - Grupo Bambui de Pesquisas Espeleológicas
No último dia 22, iniciou-se em Cordisburgo o terceiro evento de caráter técnico organizado pela Redespeleo, o "Espeleo 2008 - De Peter Lund a Guimarães Rosa".
Este evento diferenciou-se não só das edições anteriores do "Espeleo", mas também de todos os outros eventos de foco espeleológico já realizados anteriormente no país, pois, associado à espeleologia existiu um grande apelo cultural e literário para todos os amantes das obras de Guimarães Rosa, um dos escritores que melhor descreveu o sertão e as regiões cársticas do nosso país.
A abertura do evento contou com a participação de autoridades municipais e estaduais, cientistas e espeleólogos de todo Brasil, somados a diversos membros da comunidade local, compondo assim um público de mais de 100 pessoas. Logo após a abertura, um coquetel típico das Minas Gerais brindou os participantes e convidados com o que estava por vir.
Grande parte da atividade espeleológica no Brasil hoje, ainda está relacionada com as atividades esportivas, tais como técnicas de exploração e mapeamento. Para os fanáticos na nobre arte do "chafurdamento", diversas cavernas na região estavam a espera de exploração, mapeamento, fotografia e outras atividades relacionadas.
Entretanto, mesmo aqueles espeleólogos hoje conhecidos como grandes exploradores não resistiram à beleza da caminhada Espeleo-Literária, organizada pelo grupo Caminhos do Sertão, composto por estudiosos de Guimarães Rosa nascidos em Cordisburgo que, com grande maestria, conduziram mais de 70 pessoas em uma viagem literária onde "O Recado do Morro" ficou mais do que claro nas sábias palavras dos personagens de Rosa.
Realizou-se ainda uma visita técnica de geomorfologia onde os presentes puderam conferir in loco as principais feições do carste da região. Visitando as grutas Maquiné e Salitre, formas e processos ganharam o respeito de um tratamento técnico apropriado.
Mas onde está Lund? Bem, mais do que nunca, Lund está em Maquiné. A releitura de Lund realizada na Gruta do Maquiné atesta, comprova e ratifica a admiração que o cientista dinamarquês sentiu ao adentrar as entranhas do sertão Rosenano guiado por seu compatriota, Peter Claussen. O objetivo da atividade foi possibilitar que os participantes do evento conhecessem e compreendessem a leitura que Lund realizou de Maquiné, local onde ele deu início as atividades paleontológicas e espeleológicas que viriam a possibilitar seus estudos posteriores realizados na região de Lagoa Santa.
Para complementar o encontro, houve também, no sábado, um mini-workshop sobre o manejo turístico da Gruta de Maquiné, onde diversos especialistas e interessados tomaram conhecimento do histórico e da complexa problemática da visitação turística da caverna, e puderam sugerir "in loco" algumas melhorias e estudos que deverão ser contemplados quando da elaboração do Termo de Referência para a elaboração do Plano de Manejo (que não existe até hoje).
Mas Cordisburgo não é apenas história, espeleologia, paleontologia, literatura e turismo. É também "tusquiamento". Bom caro leitor, para aqueles que participaram do evento esta palavra é mais do que clara e, para aqueles que ainda não conhecem o termo, uma rápida pesquisa bibliográfica no que podemos chamar de "lançamento espelo-tusquiador-editorial-do-ano" pode esclarecer. O "Espeleo guia dos Butecos Brasa de Cordisburgo" lançado pelo aclamado geólogo-tusquiador Felipe Pimenta, membro da comissão organizadora do evento, é um sucesso de crítica e de público. Com ele, a comissão conseguiu organizar um encerramento digno de um evento espeleológico-roseano, que sem dúvida alguma será lembrado por todos.
Infelizmente, estas poucas linhas não foram suficientes para descrever o sucesso do Espeleo 2008. Mas, como dizem por aí: "E tudo começou na mesa de um bar!" |
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Mapeadas cavernas no Espírito Santo e Rio de Janeiro
Por Augusto Auler - Instituto do Carste
Aproveitando o feriado de 1 de maio, o Instituto do Carste organizou uma pequena expedição entre os dias 30 de abril e 04 de maio ao pouco conhecido patrimônio espeleológico dos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo. O objetivo era efetuar um reconhecimento geológico e geomorfológico do carste local, desenvolvido majoritariamente em mármores, além de mapear as cavernas. Estávamos utilizando informações cedidas por Marconi Souza Silva e Rodrigo Lopes Ferreira, que haviam percorrido estas cavernas antes de nós. Foram visitadas e mapeadas um total de 5 cavernas. A primeira delas foi a Gruta do Perazzo no município de Cambuci (RJ). Esta interessante gruta possui cerca de 130 m de extensão e comporta um pequeno rio que pode ser percorrido do sumidouro até a ressurgência. Cruzando a divisa capixaba e percorrendo as tortuosas estradas da Serra do Mar chegamos ao município de Vargem Alta (ES) que foi nossa base durante a maior parte da viagem. Neste município, em afloramentos de mármore nos arredores do povoado de Córrego Alto, mapeamos a Gruta da Marieta (também conhecida como gruta Pansini), uma caverna com cerca de 150 m de extensão que recebe visitação regular e apresenta alguns salões de médio porte, além de belas feições como pendentes e espeleotemas. Ainda em Córrego Alto, a hospitaleira comunidade italiana nos levou a conhecer e mapear duas cavernas relacionadas ao curso do rio Fruteira. Este rio de grande volume (cerca de 7 m3/s de vazão durante a visita) perfura o mármore, formando duas curtas cavernas seqüenciadas, de montante para jusante denominadas Gruta do Fundão e Gruta do Paredão. Amplas, porém curtas (extensão máxima de 100 m) com trechos em que era necessário vencer a forte correnteza. Ainda em Vargem Alta, mapeamos também a geologicamente interessante Gruta da Boa Esperança (extensão de cerca de 100 m), caverna predominantemente em granito, mas com algumas galerias em mármore. O potencial espeleológico da região é pequeno, embora devam existir várias cavernas ainda não reconhecidas, algumas das quais não nos foi possível visitar por falta de tempo. |
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Curso de Animais Peçonhentos é realizado pelo GPME no Instituto de Geociências da USP
Por Ericson Cernawsky Igual (OvO) – GPME
No último dia 10 de maio, o GPME - Grupo Pierre Martin de Espeleologia realizou o curso "Animais peçonhentos: reconhecimento e atitudes na prevenção e ocorrência de acidentes", nas dependências do Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo (IGc-USP), com a presença de 36 participantes, sócios do GPME e de outras instituições, entre elas, GGeo, CEU, CAP e UPE. Dividido em duas fases, em um primeiro momento, o sócio do GPME, Thomaz Rocha e Silva (Vagalume), Biólogo (UFSCar), com doutorado em Toxinologia (UNICAMP) e especialista em animais peçonhentos, abordou as divisões da fauna peçonhenta brasileira, com ilustrações das principais espécies e orientações de reconhecimento, relacionando os efeitos de envenenamentos humanos com cada grupo animal.
Trabalhando de forma muito interativa com os participantes, foram enumeradas as principais atitudes a serem tomadas em casos de acidentes, assim como uma breve explicação sobre a terapia com soro, sanando dúvidas de procedimentos de segurança em caso de acidente, bem como de velhos mitos de procedimentos errôneos, enraizados na cultura popular, como uso de torniquete, etc.
Em um segundo momento, a palavra foi repassada a Hélio Shimada, Geólogo (IGc-USP), com doutorado em Recursos Minerais (IGc-USP), também sócio do GPME, que contou suas experiências com animais peçonhentos ao longo de sua carreira, com destaque para sua vivência de mais de cinco anos na selva amazônica.
O GPME agradece ao IGc-USP pela cessão do espaço, ao Centro de Controle de Zoonoses de Itu pela cessão dos animais demonstrados no curso, e os colaboradores Rafael Sutti e Sandro Rostelato da UNICAMP. Agradecimentos especiais aos palestrantes pelo excelente curso, muito construtivo e bem humorado.
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A Espeleologia Brasileira conquista espaços internacionais
Na edição 10/11 (agosto/dezembro 2007) do boletim "Speleology", da British Cave Research Association (BCRA), foi publicado um portfólio de fotos do nosso colega espeleólogo Alexandre Camargo (Iscoti), com fotos de raios de sol em clarabóia, na caverna João Dias e de helectites no abismo de Furnas. Iscoti também publicou uma foto da Gruta do Janelão - MG, na edição de Abril de 2008 da revista Horizon, publicada pela British Petroleum. A foto foi uma das finalistas do concurso promovido pela empresa e coordenado pelo fotógrafo Inglês Graham Trott. As fotos finalistas serão expostas na sede da empresa em Sunbury Inglaterra
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Reencontrada importante gruta com inscrições rupestres em Baraúna, Rio Grande do Norte
Por Solon Almeida-Netto - SEP e Rostand Medeiros – SEPARN
A partir de um achado inusitado, quando se realizava uma pesquisa nos antigos textos do arquivo da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, em relatórios produzidos pelo extinto Instituto de Antropologia da Universidade, foi localizada uma referência de quase meio século, dando conta de uma pequena gruta calcária, situada no município de Baraúna, fronteira do RN com o CE, que apresentava um rico acervo de pinturas rupestres muito bem conservado. A descrição da cavidade chamou bastante atenção dos atuais espeleólogos do Estado, vez que, na Bacia Potiguar, não são conhecidas muitas cavernas na litologia calcária com vestígios de arte rupestre. No Rio Grande do Norte há, na verdade, uma grande quantidade de grutas com pinturas, mas comumente postas em feições graníticas, morfologicamente caracterizadas como abrigos oriundos de rolamentos de blocos. Foi, portanto, uma dupla surpresa: a constatação de uma descoberta que estava esquecida e, mais, a necessidade de reencontrar a citada cavidade, nominada apenas como Furna do Letreiro.
Na mesma semana (13 a 20 de abril), estava programada uma saída ao campo percorrendo várias cidades do interior do RN. Os objetivos seriam, basicamente, fotográficos, mas, diante da descoberta no arquivo, optou-se por separar um dia de viagem para se tentar localizar e mapear a Furna do Letreiro, a fim de constatar o grau de veracidade dos relatos do Instituto de Antropologia.
Para a surpresa de todos, encontrar a cavidade não demandou maiores dificuldades. O acesso, sem dúvida, extremamente precário, com muita lama, picadas fechadas e trechos inundados (incluindo a travessia de uma lagoa), foi facilitado pelo conhecimento de guias locais, que conheciam a caverna. A gruta mostrou-se ideal à habitação de antigos grupos que povoavam o interior do RN há milhares de anos, por apresentar pequeno desenvolvimento horizontal (49,92 m), ausência de zonas afóticas, ampla ventilação e aprazível temperatura interna, possuindo grandes painéis de pinturas em tinta ocre. As imagens são constituídas por figuras abstratas, com muitas linhas retas, algumas circunferências - a maioria repleta de pontos -, triângulos e cruzes. Ocupam paredes e tetos, por praticamente toda a extensão da caverna. Há locais em que o grau de preservação é perfeito (painéis do lado ocidental), mas, noutros, o desplacamento (especialmente, no teto da entrada) e a passagem da água já consumiram muitos símbolos. Por fim, confirmou-se que se trata da mesma gruta descrita nos relatos do arquivo, uma vez que foi encontrada uma grande inscrição (assinada pelo mesmo instituto), nas proximidades da clarabóia central, em tinta a óleo, advertindo (ironicamente!), todos os futuros visitantes, de que o local é de extrema importância à ciência e deve ser preservado. Trata-se, pois, de uma pichação, de quase cinqüenta anos, que - em termos otimistas - remonta a própria história da UFRN e da espeleologia potiguar...
Ao final do dia, restou a certeza de que um elo estava fechado. Localizado, catalogado e topografado, o Letreiro de Baraúna passa a ocupar lugar de destaque dentre as cavernas com importantes vestígios dos antigos habitantes potiguares. É também uma peça ímpar à compreensão do papel e da contribuição do Instituto de Antropologia à espeleologia no Rio Grande do Norte, comprovando o potencial de seus arquivos e como esses antigos textos podem nortear os passos para futuras expedições na região oeste do Estado. |
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"I Jornada Científica de Espeleologia no Maciço Calcário Estremenho", superou as expectativas
Por Gabriel Mendes - Presidente da Comissão Científica da Federação Portuguesa de Espeleologia
A Federação Portuguesa de Espeleologia escreveu a mais importante página dos seus 22 anos de existência, ao obter o reconhecimento e a representação junto da FSUE - Federação de Espeleologia da União Européia. A notícia foi comunicada a uma assembléia de mais de 200 espeleólogos de 21 associações nacionais, pelo Secretário Geral da FSUE, Olivier Vidal, presente na I Jornada Científica de Espeleologia realizada em Leiria de 1 a 4 de Maio.
O evento superou, e muito as previsões mais otimistas dos organizadores, com o dobro das inscrições estimadas, com a participação de pesquisadores de três nacionalidades, abrangendo 11 áreas científicas diferentes e também com a participação de representantes das áreas que contribuem para o desenvolvimento da região.
O elevado nível científico atingido foi apresentado numa linguagem simples e acessível ao grande público, com visitas de campo e workshops temáticos que receberam uma grande aceitação e apreciação dos presentes.
Num final marcado pela saudade deixada dos dias vividos intensamente por todos, os espeleólogos manifestaram o desejo e a esperança da repetição do evento.
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RESENHA
Por Roberto Brandi - Grupo Bambuí de Pesquisas Espeleologica
BOUILLON, M. 1972
A Descoberta do Mundo Subterrâneo. Editora Livros do Brasil.
P elo título: A Descoberta do Mundo Subterrâneo, poderíamos supor que se trata de mais um livro introdutório à espeleologia. Mas esta suspeita é rapidamente dissipada ao lermos as primeiras páginas da introdução. Logo percebemos que estamos diante de um livro que nos transmitirá muito mais do que esperávamos.
Órfão de pai, autodidata, jardineiro, agricultor, caçador, pescador, espeleólogo, entomologista e discípulo de Robert de Joly, Bouillon é um célebre espeleólogo francês que fez fama entre as décadas de 60 e 80.
O perfil literário do escritor, muito bem descrito pelo professor A. Vandel - "Bouillon escreve com a rudeza e espontaneidade do seu caráter" - confere ao livro um texto fluente e objetivo, ao mesmo tempo que o torna envolvente e apaixonante. Bouillon destaca-se de seus rivais, pela abordagem científica e pelo seu esforço na conscientização de uma postura ética dentro do mundo subterrâneo. Seu livro é direcionado àqueles que já praticam a espeleologia desportivamente, mas, que desconhecem a grande amplitude das ciências correlatas. Suas abordagens são simples, concisas e esclarecedoras, chamando a atenção das diversas particularidades que nos cercam no subterrâneo, mas que por vezes desprezamos por ignorância ou negligência. Bouillon não se limita a explicar os prefácios das "ciências espeleologicas", mas disseca com incrível coragem e visão o comportamento dos espeleólogos, seu papel e sua importância no apoio à ciência. Não há como ficar imune à paixão e à dedicação deste fervoroso amante e defensor das cavernas; "Amamos as nossas grutas como artífice ama a sua obra-prima. Devemos defendê-las e defender-nos contra a invasão tecnocrática do mundo subterrâneo." Um livro escrito com a paixão e a sabedoria adquirida durante a vida.
Fascinante, imperdível, afortunadamente traduzido para o português e editado pela editora, Livros do Brasil em sua coleção Vida e Cultura, o livro pode ser encontrado com certa facilidade em sebos eletrônicos, uma dica é: www.estantevirtual.com.br. |
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GPME mapeia pequena gruta a beira-mar em Ubatuba (SP)
Por Ericson Cernawsky Igual (Ovo) e Carlos Eduardo Martins (Caê) – GPME
No último dia 20 de Abril, uma equipe do GPME (Grupo Pierre Martin de Espeleologia) efetuou o mapeamento da Gruta da Praia das Sete Fontes, localizada no município de Ubatuba, litoral norte paulista, formada em matacões de rocha granitóide, com desenvolvimento aproximado de 20 metros. Praticamente à beira-mar, na zona da praia, a pequena gruta localizada em meio às residências de veraneio possui manifestações religiosas, com pequena capela de construção elevada, de forma a não ser atingida pela movimentação das marés. Uma das entradas foi parcialmente obstruída na lateral pela construção de uma residência.
Na ocasião, o objetivo era mapear a Gruta Sete Fontes, amplamente divulgada em sites regionais. Porém, a falta de informações locais sobre sua exata posição dificultou a localização da caverna.
No retorno da atividade, que foi efetuado por barco, conseguimos ver a entrada da gruta no costão, facilitando a sua localização em uma futura investida. A Praia das Sete Fontes não possui acesso por estradas, tendo como opções uma caminhada de 6,5 km à beira-mar, margeando costões, residências, atravessando a Praia do Flamengo e um trecho de floresta, ou pelo mar, de barco.
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A lendária Toca do Cassunga é mapeada em Paraty
Por Leda Zogbi - Grupo Pierre Martin de Espeleologia
No feriado de Tiradentes, uma pequena equipe do Grupo Pierre Martin de Espeleologia teve a oportunidade de localizar e mapear a Toca do Cassununga, que se encontra ao final da praia de Jabaquara, em Paraty. A caverna é formada pela superposição de grandes blocos em granito, que formam na verdade três pequenas cavidades paralelas, com 12 m, 25 m e 7,5 m. Trata-se de um sítio arqueológico onde foram encontradas ossadas de índios pré-históricos, objetos feitos com ossos de animais e cerâmica.
Uma lenda local conta que na Toca do Cassununga foi enterrado um homem que durante a vida fez tanto mal que quando morreu, nem Deus nem Satanás, quiseram recebê-lo. A própria terra não aceitou seu corpo, obrigando-o a vagar na calada na noite, assustando as pessoas que por ali passam.
Por sorte, a equipe não avistou o "corpo seco" (como é chamado), e conseguiu concluir a topografia sem maiores problemas além da infestação de pernilongos e borrachudos bastante comum na região.
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Autoridades questionam fechamento do Parque Nacional Chapada dos Guimarães
A Câmara Municipal de Chapada dos Guimarães foi palco de importantes discussões sobre a precária situação do comércio local, que atravessa uma crise econômica devido ao fechamento para visitação do Parque Nacional do município feito pelo Ibama.
A área de conservação do Parque Nacional é de 33 mil hectares ou 330 km², foi criada em 12 abril de 1989 e é administrada pelo Ibama. O Parque Nacional de Chapada dos Guimarães foi fechado aos turistas após a queda de blocos de arenito da cachoeira Véu de Noiva, que provocou a morte de uma jovem e feriu outras cinco pessoas. Pontos turísticos como a Caverna Aroe Jari e a Cidade de Pedra estão proibidos.
A audiência pública mobilizou centenas de pessoas e foi requerida pela deputada Chica Nunes,representada pelo deputado Guilherme Maluf, ambos do PSDB.
O superintendente do Ibama, Paulo Fernando Maia, explicou que o órgão tem a representação do Ministério do Meio Ambiente nos estados e que espera dar encaminhamento às reivindicações da melhor maneira possível. Ele afirmou que laudos apontam a necessidade do fechamento do local por falta de segurança aos visitantes. Segundo Maia, existe a possibilidade da reabertura do parque a partir de documentos que informem dados precisos dos pontos turísticos, como o número de pessoas que possam circular no local simultaneamente e o período, bem como o controle da capacidade de carga.
O deputado Maluf disse que uma reunião deliberativa entre o Ibama, Instituto Chico Mendes, prefeituras e mais três secretarias do Governo do Estado poderá culminar no agendamento da reabertura do parque.
Fonte: www.al.mt.gov.br/, 28/05/2008. |
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Manchas geradas por fungos são eliminadas da gruta de Lascaux
A gruta de Lascaux, no sudoeste da França, é um dos principais sítios pré-históricos do país. Descoberta, por acaso, por quatro adolescentes, em 1940, a gruta, conhecida como "capela Sistina pré-histórica" e tem pinturas rupestres que datam de 17.000 a 15.000 a.C., segundo análises de Carbono-14.
Recentemente, o local foi interditado para tratamento. Fungos estavam formando manchas pretas nas paredes da gruta. Depois de três meses de trabalho, os restauradores anunciaram, na sexta-feira, que as manchas foram eliminadas e sua progressão, estabilizada após tratamento com biocidas.
O produto usado no tratamento, o isothiazolinone, foi o mesmo aplicado no templo de Angkor, no Cambodja, e numa igreja em Roma, outros monumentos inscritos no Patrimônio Mundial da Unesco, mas foi a primeira vez que o produto foi usado em meio subterrâneo.
A gruta deve permanecer interditada, "em repouso", até junho, para que se tenha um panorama melhor da evolução das manchas. Desde 1983, os visitantes só têm acesso a uma cópia da gruta (Lascaux II), pois a original fica fechada para fins de preservação.
Desde 2002, um comitê científico foi criado com o objetivo de desenvolver um tratamento de emergência para combater um ataque de fungos brancos ocorridos na época, que foi estabilizado. Outro objetivo do comitê científico é o de reconstruir um plano global de preservação da gruta situada em Montignac, na região da Dordonha, sudoeste da França.
Fonte: www.aber.org.br/, 16/04/2008 |
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Abismo de Akemabis no México atinge - 1.101 m
Em 1990 o Grupo Espeleológico Alpino Belga (GSAB), descobriu e explorou o Abismo de Akemabis, localizado em Sierra Negra, no sul do estado de Puebla, México. Como o descobriram no final da expedição, pararam a exploração a 1.015 metros, mas continuava.
Em abril de 2008, após uma campanha de quatro semanas em Sierra Negra, uma equipe formada por 18 espeleólogos de 15 grupos e de seis nacionalidades diferentes atingiu o fundo. Todo o abismo foi equipado e topografado, e foram encontrados três "fundos": um sifão a -1.051 m; outro ramal descendente que continuou por um meandro e três poços, chegando a um estreitamento a -1.092 m de profundidade; e um terceiro, mais profundo, depois da travessia de um desmoronamento e uma parte muito estreita, chegando a um meandro ativo, quatro poços, outros estreitamentos e por fim um grande salão, por onde a água se infiltra entre as pedras. O salão foi batizado de "Salão do Final Feliz", com um desnível de -1.101 m. O desenvolvimento da caverna atingiu 3.219 m.
Fotos da expedição disponíveis on line em:
http://www.speleo.pl/galeria_flash.php?album=66&lang=en
Fonte: email veiculado na lista Iztaxochitla, de Franco Attolini, Al Warild e Gustavo Vela, 02/05/2008. |
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Expediente
Comissão Editorial:
Adriano Gambarini, Allan Calux, Augusto Auler, Hélio Shimada, Leda Zogbi.
Colaborou neste número:
Ericson Cernawsky Igual (Ovo)
Correspondentes:
Ericson Cernawsky Igual (GPME), Lívia Medeiros Cordeiro (GESB). Colaboração especial neste número: José Antônio Ferrari
Revisão:
Leda Zogbi, Hélio Shimada e Renata Andrade.
Diagramação:
Carlos H. Maldaner.
Logotipo:
Daniel Menin
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